Os meus pés, hoje
cansados, percorrerão o lamento e o abraço das praças. As portas, nas ruas por
onde os que velam o meu corpo passarem, por certo se fecharão em respeito aos
meus olhos já fechados. Mas, a minha voz, ainda que gasta, se abrirá. Inquieta,
terá guarida em toda garganta ousada, armada de canto. Não
para que lembrem do Dya que cedo se põe, mas, dos plurais nos dias que juntos
constroem, que juntos destroem e que juntos refazem o passo da luta. Porque o meu
cansaço não é de guerra. É de gente quieta! E o meu atabaque em três tons harmoniza o
conflito.