domingo, 3 de dezembro de 2017

AO POETA INESTIMÁVEL, DYA FERRARI

Os meus pés, hoje cansados, percorrerão o lamento e o abraço das praças. As portas, nas ruas por onde os que velam o meu corpo passarem, por certo se fecharão em respeito aos meus olhos já fechados. Mas, a minha voz, ainda que gasta, se abrirá. Inquieta, terá guarida em toda garganta ousada, armada de canto. Não para que lembrem do Dya que cedo se põe, mas, dos plurais nos dias que juntos constroem, que juntos destroem e que juntos refazem o passo da luta. Porque o meu cansaço não é de guerra. É de gente quieta! E o meu atabaque em três tons harmoniza o conflito.