esqueceram de por em registro
que fui riscado a giz;
que brisa qualquer
me fragmenta o contorno.
versaram nomes,
datas e desejos parentais.
falaram de muita coisa,
menos de mim.
naquele cartório,
eu sou o que falta,
em letra
e pessoa.
deram-me pais...
deram-me pais!
um dia volto lá e digo
que quem anda me parindo
é o tempo.
numa puta sa’labuta
chamada mundo.
aqui leitor,
não há espaço pra choro.
só força.
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