Moral, déspota das nações, o teu apelo ecoa,
embrutece e não me toca; me atravessa, me esgota, mas não me toca. Senhora de
rebanhos, o teu alarido não me importa. Ao teu gado daí pastos novos, mas a mim
o prazer dos ares cardeais. Porque quando vi dançar a folha ao vento nu, por
inveja fiz pender os guardas de tua casa e à ruína dei o teu semblante. Não me
serve o teu brasão, porém, de bom grado aceito o desterro se lá for cantada a
liberdade. Agora, guarda o metro que mede o verso, pois eu escrevo em prosa.
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